Fiscal de Prato

Tomador de conta da vida alheia (TCVA) – Nossa, mas você vai comer tudo isto?

Eu- Sim…

TCVA– Olha lá, hein! Desse jeito vai engordar! Você não tava de dieta?

Eu– Vem cá, me diz uma coisa: Essa profissão aí…..o Ministério do Trabalho já regulamentou, já?

TCVA– Profissão, oi?

Eu- É…a de FISCAL DE PRATO!

TCVA–ah, é…….não, nossa! (TELA AZUL! rs)

Fim de jogo:

Thalita wins! rs

Sim, funciona! Você não vai se arrepender! rsrs

finalhit fotos_20180708_1355251619522954..jpg

Domingão, dia de almoço em família. Cenário ideal pra cena acima acontecer. Brincadeiras à parte, nem sempre temos intimidade pra responder alguém assim. Mas, vamos combinar que se tem uma coisa chata nesta vida é a vigilância dos pratos e dos corpos alheios. Acontece com qualquer tamanho de manequim mas, a impressão que tenho é quando o alvo são pessoas gordas há uma espécie de “autorização social” velada (ou nem tão velada assim).

Pior do que tomar conta do prato dos outros é justificar esta intromissão com comentários do tipo “estou preocupado com a sua saúde”, “é porque quero seu bem”. Sério mesmo? Tem certeza? Não estou falando aqui de quem comenta a altitude dos pratos dos coleguinhas em tom de brincadeira. Quem nunca identificou um Everest no prato de alguém e ecoou um sonoro “Benza, Deus!”? rs Mas, fazer isto em tom intimidador, de cobrança, como se fosse de sua responsabilidade decidir o quão magro ou gordo o outro deva ser, não é legal.

Existe sim, quem se preocupe com a nossa saúde e realmente queira ajudar. Há, no entanto, maneiras mais gentis, educadas e perceptivas de se fazer isto. Outro ponto, é que penso que pra se sentir no direito de dizer algo do tipo pressupõe-se que haja intimidade entre as partes.

O que não é do jogo, é expor alguém a situações vexatórias. Sobre ajudar, é importante considerar também que nem todo mundo acha que ser gordo é um problema. E, tá tudo bem! Tem várias pessoas gordas que estão felizes e empoderadas.

“Ah, mas ele/ela me disse que queria emagrecer!” Ainda, assim! Não é bacana bancar o fiscal. Quer ajudar quem te contou que tá afim de emagrecer? Pergunta pra pessoa como. Eu aposto um prato de salada que a resposta não será “controlando o que estou comendo”. Vamos parar de demonizar o ato de comer!

Magra pra Frente! (porque assim decidi e quero!)

Avante!

Anúncios

Nasce uma corredora

Dia desses, li uma frase no Instagram que dizia que o que te torna um corredor não é o quão veloz você corre mas, o ato de correr em si. Quando penso no caminho que percorri até aqui, vejo o quão potente e verdadeira é esta afirmação. Embora seja óbvia, há sempre um lado sombra em nós que teima em dizer que não somos bons o suficiente, focado na falta. Tô fugindo disto e com força! Ouvi um “Amém!”? rs

35963548_2122940647733290_7737085830841237504_n

Da esquerda pra direita: meu primo Carlão, eu, meu tio Ataliba (boné azul) e os amigos Cris e Dênis

Como dizer que uma pessoa que até o início do ano passado não corria nada e hoje corre distâncias entre 3 km e 5 km – tendo chegado a completar uma prova de 10 km – não é uma corredora? Sim, estou falando de mim. Até fevereiro de 2017, eu mal completava dois quilômetros sem ter que andar em algum trecho.

Em novembro, fiz uma prova de 10 km em 1h27min – veja fotos. É um tempo alto? Muito! Mas, como vou dizer que não corri, sendo que não andei nem por um segundo? Eu superei a mim, ao meu ponto de partida. Tem gente que corre muito mais rápido mas, isto não faz de mim menos corredora.

Apaixonei-me pela coisa de um jeito que ainda que o exercício não gastasse nenhuma caloria, eu manteria-me na prática. Todos que correm são unânimes em dizer que a sensação ao completar um treino ou uma prova é ótima e indescritível. Permanece no corpo, deixa o dia mais feliz.

35923111_2122983861062302_316272900527095808_n

Primeiros 10 kms da vida

O que eu acho mais maravilhoso nisto tudo é que não foi magra que eu tornei-me uma corredora. Você já foi em um grande circuito de corrida? É muito interessante observar a diversidade de tamanhos. Correr pode não ser para todos – considerando que algumas pessoas têm limitações físicas – mas, certamente, é para muitos.

Passei muito tempo acreditando que a modalidade não era para mim, que eu só seria apta quando estivesse magra. Errei, errei feio e errei rude! rs Fato é que, sim, emagrecer me ajudará a baixar os tempos, a melhorar a performance e a diminuir o impacto nas articulações. Estar acima do peso, no entanto, não foi um impedimento para começar. O que fez – e faz – a diferença é persistir.

Hoje, sigo treinando e meu principal objetivo é correr a prova de São Silvestre (15 km) deste ano – sim, você não leu errado rs. Se você tem vontade de correr, procure um médico e um educador físico para uma avaliação. Caso seja liberado para a prática, comece aos poucos, sem pressa, mas com frequência. Quem já correu uma maratona (42 km) começou com um primeiro passo, um primeiro quilômetro.

Magra pra Frente, arrasando na corrida de rua! Avante!

Sem tempo ruim

Reprodução/Internet

A gente acorda ou chega do trabalho, olha pro tempo e pensa: xiiih, está frio, será que é hora de trocar a capinha do CD As Quatro Estações eu vou treinar? rsrs Os três segundos a seguir quase sempre são uma eternidade. Neles, cabem todas as boas desculpas para não ir.

Falando por mim, já percebi que de 10 em 10 vezes que eu escolho o treino, apesar das baixas temperaturas, ao final, eu não me arrependo.

Quase sempre, no meu caso, o sofrido no frio é sair de casa. Seja para correr na rua ou ir à academia, quando termino o que me propus a fazer sinto-me feliz, com uma sensação boa no corpo e na mente.

Penso que a hora de ir é somente a hora de ir. A gente já refletiu o porquê quer instaurar e manter aquele hábito na vida, em outro momento. Claro que aqui falo de um lugar confortável, a de uma mulher sem filhos. Sei que muitas querem praticar alguma atividade física mas, nem sempre podem contar com os pais das crianças ou têm uma rede de apoio.

Sendo assim, se você tem vontade de se mexer e a única coisa que te impede é a preguiça, eu te digo que se conselho fosse bom eu vendia, mas, aposto uma barra de cereal que se você for, vai agradecer no fim. O bem estar envolvido é bioquímico, não envolve bad trips e é bom demais!

Magra pra Frente, mexendo o corpitcho em qualquer estação. Avante!

OBS- Já que ilustrei o post com a capa do CD As Quatro Estações Ao Vivo, da dupla Sandy and Júnior, não é demais lembrar que nesta quinta (21), às 7h07, começa o Inverno no Hemisfério Sul. Troque sua capinha, carregue um casaquinho e arrase muito por aí!

Plante uma árvore, escreva um livro, quebre uma balança

Mesmo, sério, com força! Brinks, só se você quiser!

Das coisas mais libertadoras que eu já fiz na vida, quebrar minha própria balança está no meu top 5. Foram vários pedacinhos de vidro temperado escada abaixo – o que me custou um zumbido temporário no ouvido (risos) e uma sensação indescritível no corpo todo, sem exageros.

Desde o dia em que tive a infeliz ideia de comprar uma balança, em 2009, até 21 de janeiro deste ano – sim, sou dessas que guarda datas rs – pesei-me, praticamente, TODOS OS FUCKING DIAS. Vocês conseguem dimensionar o que isto representa em termos de ansiedade? Pra algumas pessoas, ter uma balança em casa pode até ser uma boa. Pra mim, definitivamente, não foi.

Houve um tempo, em que até insônia eu tinha porque ficava ansiosa pra conferir se o que fiz no dia anterior havia dado “certo”. Isto era tão cruel comigo. Mas, a vida ensina e é por esta e outras razões que hoje considero-me em um outro momento.

Ter quebrado a minha balança não significa que eu não me pese mais. Agora, no entanto, os intervalos entre uma pesagem e outra são maiores, o que é até melhor para avaliar o desempenho. Além dos quilogramas, levo em consideração outras medidas, como contei no meu último post.

O insight que tive para tomar esta decisão veio após a leitura do best-seller A Mágica da Arrumação, da japonesa Marie Kondo (Editora Sextante). A obra te convida a ter em sua vida apenas objetos e acessórios que te tragam alegria. Bom, não foi difícil descobrir que ela podia me trazer tudo, menos alegria.

E assim foi. Após quatro tentativas, finalmente, na quinta, ela espatifou-se no chão. Juntei os caquinhos e fiz a foto. Foi uma das decisões mais acertadas da vida.

Se você tem uma balança em casa e sente que, de alguma forma, isto te oprime, convido a fazer o mesmo. Você não vai se arrepender!

Magra pra Frente, sem neuras, levando o processo todo numa boa! Avante!

Edit: Nunca plantei uma árvore, apenas hortaliças. Nem escrevi um livro, mas, quem sabe um dia?

E eu, o que faço com esses números?

Deu pra perceber que gosto de títulos com referências musicais, né? rsrs Se você não pegou qual, clique aqui.

Sobretudo nesta nova fase, entendo que emagrecer tem mais a ver com diminuir medidas e percentual de gordura do que propriamente com o peso que vejo na balança. Claro, ele também é um referencial mas, procuro não considerá-lo isoladamente.

Muitas vezes, a gente encana e acha que só vai ficar com uma aparência legal se pesar X quilos. Sobre vários aspectos isto nos leva ao engano. Primeiro,  porque há muita beleza na diversidade dos corpos e segundo, porque no caso de quem deseja emagrecer, é importante lembrar que peso nem sempre é gordura mas, também músculos e retenção de líquidos.

A gordura não deve ser demonizada. Ela tem sua importância no funcionamento do nosso corpo. Mas, como tudo na vida, em excesso pode gerar riscos. Outro ponto é o local onde o nosso organismo a armazena. No abdômen, por exemplo, aumenta as chances de surgimento de doenças crônicas, segundo o Ministério da Saúde.

Mulheres com medida igual ou superior a 80 cm de circunferência de cintura têm risco elevado de apresentar doenças ligadas ao coração. Para homens, este número é de 94 cm, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). O perigo torna-se muito elevado quando estes números sobem para 88 cm e 102 cm, respectivamente. Bom, eu tenho 100 cm, ou seja, vamos baixar? Vamos!  🙂

Achou muito? Em março eram 103 cm – rsrs (estou rindo, mas, não deveria! rs). O fato de eu apresentar estes números, significa que hoje eu estou doente? Não! Mas, significa que, sim, eu posso ficar. Então, muda Brasil, estamos cansados! rsrsrs

Sendo assim, para efeitos de comparação na evolução do meu processo de emagrecimento, seguem aqui esta e outras medidas:

  1. Cintura: 100 cm
  2. Quadril: 109 cm
  3. Busto: 107 cm – uma mulher de peito rs
  4. Braços: 32 cm (esquerdo e direito)
  5. Coxas: 59 cm (esquerda) e 60 cm (direita)
  6. Panturrilhas: 39 cm (esquerda e direita)
  7. Peso: 83,7 kg
  8. Altura: 1,62 cm
  9. IMC: 31,6 (obesidade I)
  10. Humor: nota 10 (já a humildade…rs)

Daqui, sigo o baile! Em breve, atualizações destes números.

Magra pra frente! Avante!

 

 

 

 

 

 

 

Agora vai

“Se você não tem medo
Se você não tem vergonha
Se você não tem segredo
Se você sonha

Se você tá feliz
Se você tá contente
Se você mete a cara
Se você mete o dente

Agora vai
Agora vai
Agora vai
Agora vai”

(Põe Fé que já é Arnaldo Antunes, Betão Aguiar, André Lima)

Fiz uma corrida pela manhã e na playlist tocou esta belezura do Arnaldo Antunes, o que me inspirou a escrever uma lista com os motivos dizendo porque “agora vai”. Segue:

1- Neste recomeço, estou fisicamente ativa. Em 2010, quando comecei, eu estava sedentária

2- Com quase 31, sou uma mulher balzaquiana, que sabe o que quer, muitooooo adulta (risos¹)

3- Astrologicamente falando, meu Retorno de Saturno já aconteceu e deu todos os recados que tinha pra dar

E por fim, a quarta e principal razão pela qual tudo será diferente

.

.

.

.

.

4- Acabou o prazo de sete anos de azar pelas correntes do Orkut que não repassei (risos³)

Agora, deixo vocês com esta música porreta de bacana:

https://youtu.be/x3wRqcX08PM

Avante!

Adivinha, doutor, quem tá de volta na praça?

Magra pra Frente! Ex- inimiga da balança! rs (sim, agora a gente é “miga” ou quase rs)

34778686_2102676636426358_61665040196960256_n

Na corrida Circuito das Estações – etapa Outono, em março deste ano

Senhoras e senhores, o blog mais magro do Brasil está de volta em 2018 porque eu ainda quero me livrar dos quilos a mais que adquiri em 2008. Procrastinei sim ou com certeza? rs

Em outubro de 2010, lancei este espaço com o objetivo de afinar a cintura. Tive algum êxito! Dos 22 quilos que havia engordado, de 2008 a 2010, emagreci quase nove, mas, fui recuperando ao longo dos anos, além de ter ganhado alguns mais pra conta – quem nunca?

Desde então, muita coisa mudou. A principal delas foi conseguir ver beleza em mim estando gorda – coisa que pra minha consciência de antes era bem difícil. Parei de odiar meu corpo, embora ainda queira transformá-lo. Parei também de achar que certas coisas só acontecerão depois que eu emagrecer – na realidade, este é um exercício diário, uma vez que passei muito tempo condicionada a acreditar no contrário.

Aqui, busco, por meio de uma escrita criativa, a motivação para trilhar este caminho. Não trata-se apenas do tamanho de roupa que quero vestir – é sobre isso também mas, não somente. É uma busca por mais qualidade de vida, com escolhas nutricionais mais assertivas para promoção da minha saúde. É procurar antecipar-me às crises de compulsão alimentar. É manter-me fisicamente ativa e alcançar o sonho de tornar-me uma corredora amadora, sem prejudicar minhas articulações com o sobrepeso. Em síntese, é parar de fingir e viver exatamente a vida que eu quero!

Aos antigos leitores, informo que deletei todo o conteúdo antigo por dois motivos:

1- quero contar uma nova história

2- mudei de consciência com relação a diversos aspectos que envolvem este objetivo

Durante todas as etapas deste processo, pretendo fazer tudo de forma responsável, sem maluquices. Neste blog, além da minha história, compartilharei algumas reflexões acerca deste universo. Magra pra frente que tem muita quilometragem me esperando na estrada!

Avante!